sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

19 - A HISTÓRIA DA RAIVA



Certa feita, mais precisamente no dia 13 de outubro de 2008, uma segunda feira no melhor estilo Garfield, eu levantei da cama só pra ser demitido do trampo. Me demitiram a tarde, pra não atrasar o job. Na terça, eu tava em casa de bobeira e meu camarada Humberto aqui da Comunidade Tsary-Ho (como chamamos nossa casa), mais o filho dele, Tiagão, e eu decidimos que a gente tinha que beber. Pegamos uma garrafa de Smirnoff Tangerina que tava no congelador e toca pro Vegas, Rua Augusta 765, pra uma noite de black music que tem lá. No caminho liguei pro meu ex dupla, Gustavo, mais conhecido como Coroné (manda na Bahia toda, mandou Deus matar o ACM, o cara é foda) e marcamos de nos encontrarmos na porta. Nos encontramos na porta do boteco que tem do outro lado da rua e matamos mais um tubos de cerveja, entre putas e bêbados que estavam por lá. Já entramos no Vegas locassos, a saber. E tome mais celvejas. E não sei de onde o baiano louco resolve que o bom mesmo é catuaba. E tome catuaba. Nisso já era Smirnoff Tangerina, várias cervejas e a porra da catuaba, pra vocês poderem entender que eu não estava no meu estado normal quando se sucedeu... o que se sucedeu:

Peguei um táxi com o Tiago e vim pra casa (o Humberto já tinha voado), e quando chegamos, Tiagão foi direto pro quarto dele dormir e eu fui ver como tava a Chaika, a mascote da comunidade. Na noite anterior, quando a gente saiu, ela tava meio estranha, com umas manchas na barriga, as pernas traseiras meio capengas, e com a boca meio sangrando. Quando de manhã (isso era 7 horas da manhã) eu olhei pra ela, ela estava em baixo de uma escadinha que tem aqui, decorativa, com o corpo todo travado e entrevado, olhando pra mim como se tivesse numa overdose de LSD: toda dura, os olhos MUITO arregalados, respirando com muita dificuldade, engolindo meio que a seco, gemendo baixinho... e o foda era o olhar, fixo em mim, sem piscar, em choque. Fui de mansinho chegando perdo dela, na manha, coloquei a mão pra ela cheirar, e quando ela fez um movimento pra frente, quase derruba a escada em cima dela. Então eu, vendo que ela não tinha me estranhado, fui tentar tirá-la de baixo da tal escada, e quando eu a segurei pela barriga ela deu um urro de dor, se debateu e me mordeu, eu a soltei e ela continuou gemendo baixo, olhei pra minha mão e reparei que tinha um pouco de sangue a mais do que seria normal numa mordidinha besta, e quando olhei pra ela com mais atenção, ela tava babando sangue.

07:30 da manhã, e eu bêbado.

E a cachorra que me mordeu tava babando sangue.

Mas até aí beleza! Juro que tava tranquilo, entrei, lavei o machucado e fui procurar na net um veterinário 24 horas que pudesse vir buscar a bichinha. Pra todos que eu ligava, falavam que só poderiam retirar o animal depois das 10:00h. Fiquei pensando em como poderia resolver a situação, e como tava na frente do computador com o Google aberto, resolvi pesquisar sobre qual procedimento teria que tomar pra mim caso a cachorra tivesse com raiva. Entrei no primeiro site pra busca "raiva em humanos", e no meio de tanta informação, a única que me saltou os olhos foi essa:

"Tanto no homem como nos animais, quando os sintomas da moléstia se manifestam já não há mais cura possível - a morte é certa."

Pô, peraí. Não é possível...

Procurei mais um pouco, fui na Wikipédia:

"Após surgirem os sintomas excitatórios (hidrofobia) a morte é certa e a terapia consiste apenas em aliviar os sintomas e diminuir o sofrimento do doente."

(Quem não gosta de ler palavrão, pode parar de ler aqui mesmo.)

"Porra caralho, que porra é essa??? Morte certa????"

Procurei em outros sites, as as informações eram sempre assim: "Morte certa." "Não tem cura." "Morte certa" "Você vai morrer." "Raiva não tem cura, você vai morrer." "Vai morrer." "Tim, cê tá fudido, vai morrer!!!!!"

PUTAQUEUPARIU, VOU MORRER!!!!

Aí começou a bater o maior medo que eu já passei na minha vida, juro. Nunca senti tanto medo na minha vida, em 32 anos, e olha que eu já vi coisa viu. Liguei pro Humberto:

"PELAMORDEDEUS, cadê você Humberto???"

"Tô virando a esquina."

"Corre caralho, corre!"

"Que foi Tim???"

"Corre caralho!!!"

Em segundos ele apareceu.

"Que foi?"

"A Chaika tá com raiva e me mordeu e agora eu vou morrer Humberto, eu vou morrer meu!!!"

"Como assim... cadê ela?"

"Tá ali, debaixo da escadinha."

E nessa, a cachorra ia ficando cada vez mais debilitada.

"Nossa Tim... acho que ela tá com raiva mesmo... sabe porque? O cachorro do meu primo tava assim... e mordeu ele... e ele morreu mesmo de raiva."

(Um aparte aqui como vingança pra explicar o Humberto: esse senhor Humberto Malaquias nunca tinha comprado alface na vida, e quando entrou no Pão de Açucar, no final de 2007, achou por bem tirar só 4 folhas de um pé de alface e levou no caixa. "Como eu pago essas 4 folhinhas, por favor?", todo simpaticão. "Oooooo quêêêê??? Eu tenho que levar o pé inteiro??? Mas minha filha, eu não como um pé inteiro de alface!", queria arrumar encrenca. Esse é o Sr. Humberto sóbrio. Imagina bêbado as 07:50 da manhã.)

"PORRA HUMBERTO!!!! O CARA MORREU MEU!!! E VOCÊ FALA ISSO COM ESSA CALMA???"

"Mas Tim... ontem eu fui arranhado por ela... eu também vou pegar raiva."

"Caralho Humberto, a gente vai morrer meu!!!!, vamo no médico pelamordeDeus!, a gente precisa tomar vacina!"

Nisso, do nada, a cachorra começou a gritar demais, mas muito mesmo, e começou a se contorcer e a babar mais ainda, a mijar e se cagar toda de dor, todo o corpo dela tava em agonia.

"Meu, vamo pro médico Humberto, porra, vamaí meu!!!"

"Mas meu... e ela?"

"ELA QUE SE FODA HUMBERTO, A GENTE VAI MORRER MEU!!!", peguei ele pelo braço e saí puxando pela porta afora, enquanto uma bola de mal-estar (sabe aquela pré-vômito?) ia se instalando no meu estômago.

Corremos pra um posto de saúde aqui perto, e lá chegando fomos pra sala de doenças infecciosas, já entramos falando que a gente tinha que tomar vacina anti-rábica que a gente tinha sido mordida por uma cachorra que tava babando sangue.

"Mas e a cachorra?", perguntou a moça.

"Tá lá em casa"

"Mas como ela tá?"

"Tá lá se contorcendo, se cagando, se mijando e babando sangue"

"Mas vocês chamaram alguém?"

"Não, a gente veio direto pra cá... escuta moça, você tá perguntando da cachorra, mas e a gente?"

"Vocês preencham essa ficha."

"Moça, manda a ficha pra cachorra e dá vacina na gente, pelamordeDeus!!!"

"Tem que preencher a ficha primeiro."

"Não dá pra ir aplicando enquanto a gente vai preenchendo?"

"O animal está em um lugar que tenha fácil acesso? A gente precisa mandar o controle de zoonoses retirar ela."

"Moça, só quando a gente voltar pra casa vacinado."

"Já preencheram a ficha?"

"Já."

"Ok, agora vocês pegam essa via e vão láááá no Instituto Pasteur..."

"Que????"

"...que lá eles vão fazer o procedimento correto."

Pegamos um táxi. Sabe quando dizem que toda sua vida passa pela sua cabeça em um segundo, quando se está prestes a morrer? No banco traseiro do Corsinha (Juro!!! A maldição do Corsinha não perdoa, é sério mesmo que foi um Corsa! Pra quem não tá entendendo, vide aqui:

http://noblogdotimnao.blogspot.com/2008/02/9-117kg-vou-de-txi-c-sabe.html

Retomando, no banco traseiro do Corsinha eu tive mais de 40 minutos pra pensar em tudo, mas no que eu mais pensava era que eu ia morrer me contorcendo, me mijando, cagando e babando sangue que nem a cachorra, e que os caras iam me sacrificar que nem faz com os bichos que estão com a doença. Ficava imaginando minha família, meus amigos me vendo naquele estado, ficava imaginando que eu tinha acabado de voltar da viagem pra Argentina com a Rose, que eu tava a fim faz tempo e tava rolando (ainda tá), e ela e minha mãe e meus irmãos e meus amigos iam ficar me vendo por trás de um vidro e eu lá me contorcendo, me mijando e me cagando e babando sangue, tipo "mioooolos", filme de zumbi, e que os caras iam me dar um tiro na cebeça. Sem sacanagem, passava todos esses tipos de merda pela cabeça, e a bola crescendo no estômago e eu bêêêêbado pra caralho.

09:00 da manhã e a gente tava lá no Instituto Pasteur, esperando o médico que ainda não tinha chegado. A mina da recepção perguntou qual o motivo, a gente disse que foi mordido por uma cachorra com raiva. Tensão. Ligou pra algum lugar. Aí começaram a passar algumas pessoas pela gente, encarando, olhando... e o Humberto lá, calmão. E eu lá, tremendo. E o médico necas. Daí ele chegou, entrou na sala, saiu, entrou de novo, colocou o avental e chamou. Entramos os dois.

"Os dois juntos..." o médico perguntou.

"Sim Sr., foi a mesma coisa... a gente foi mordida por uma cachorra que tá com raiva.""

"Ok... preencham essa ficha, por favor, essa 2003 pro senhor Luiz (pra quem não sabe, Luiz sou eu), e essa 2004... pro sr. Humberto."

"Ficha??? Dr., a gent..."

"Primeiro preencham a ficha." (Galera, o médico era muito calmo... imaginem um cara que falava manso e lento, esse era o médico, tipo o Dorival Caymmi, mas mais suave.)

"Porra Doutor!!! A gente tá desesperado e vocês ficam mandando a gente preencher porra de ficha?? Essa ficha vai me salvar a vida???"

"Vai sr. Luiz, vai sim... isso é um controle que a gente tem que ter, e com esse controle a gente vai salvar sua vida sim..."


Preenchemos a ficha.


"Pois bem... a cachorra tá com raiva...? E cadê a cachorra?" o médico perguntou.

"Tá lá em casa, ué!"

"Mas foi constatada a doença?"

"Pô Dr., não, mas ela tá se contorcendo, mijando, cagando e babando sangue..."

"Já chamaram o controle de zoonoses?"

"Pô Dr., não! A gente veio se curar primeiro! Cadê a vacina?" - eu e o Humberto nos revezávamos nas respostas.

"Peraí, vacina não é assim... quais os sintomas exatamente o animal apresenta?"

"Como assim vacina não é assim???"

"Eu não posso aplicar uma vacina em vocês sem saber o que está acontecendo..."

"Pô Dr., tamo falando, a gente foi mordido por uma cachorra que tava babando sangue! Vacina primeiro e pergunta depois!"

"Não, a coisa não funciona assim... a cachorra está viva? Vocês conhecem o animal, é de vocês? O cachorro está em um lugar onde possa ser retirado pra observação?"

"Doutor, a cachorra tá lá em casa, tá lá no quintal, a gente nem quis saber da cachorra, a gente quer é sobreviver, aplica essa vacina na gente aí!!!"

Aí começou a sessão sem noção, liga só:

"Sr. Luiz, eu não posso aplicar uma vacina em vocês sem saber se o animal está mesmo com raiva. Não posso fazer isso, não vou fazer isso. E outra, vocês conhecem o animal, e vocês tem que ficar feliz por poder contar com a morte do animal, depois da observação, caso ele esteja com raiva..."

"Contar com a morte do animal, Doutor??? Como assim?"

"Pois claro! Ora, se o animal morrer e for constatada a doença, ele vai morrer antes de 10 dias, e então eu poderei aplicar a vacina em vocês, vai dar tempo. Se vocês tivessem sidos mordidos por um cachorro na Praça da Sé e o animal tivesse sumido, eu agora teria que aplicar a vacina em vocês, porque o cachorro é desconhecido, mas..."

"Peraí Doutor, se a gente tivesse falado que era um cachorro de rua a gente ia ser vacinado?"

"Sim, teria..."

"Então era melhor ter mentido..."

"Não, claro que não... é bom que vocês conheçam o cachorro."

"Porque???'

"Porque se o cachorro morrer, e for constatada a doença, vocês poderão tomar a vacina com a certeza de que estaremos fazendo a coisa certa."

Aí, nessa hora, que eu tirei meu boné, tirei meus óculos, olhei bem dentro dos olhos do Doutor e disse:

"Dr, essa é uma das coisas mais absurdas que eu ouvi na vida", e buáááááá! Comecei a chorar que nem criança na mesa do médico!!! Entrei muito em desespero.

"Porra Dr., eu vou morrer!!!

"Sr. Luiz, se acalma..."

"Que se acalma Dr. (sniffs), o senhor taí tranquilo, com esse anelzão vermelhão no dedo (sniffs), a gente tá aqui desesperado e o senhor não quer aplicar vacina na gente (sniffs), a gente tem que esperar o cachorro morrer pra saber se a gente vai morrer ou não (sniffs), putaqueupariu Dr..."

E nessa o Humberto começou a ficar muito puto.

"Caaalma, Sr. Luiz, o senhor não vai morrer" ele disse. "Eu vou explicar o procedimento pra vocês, é o seguinte:

– vocês tem que chamar o controle de zoonoses e deixar o animal em observação por 25 dias;

– se ele não morrer, não é raiva, vocês estarão bem.

– se ele morrer em 10 dias, serão feitos os exames;

– se for constatada a doença, vocês terão que vir aqui urgentemente pra tomar a vacina. Não vão morrer;

– se o cachorro morrer, e for raiva, e vocês não tomarem a vacina, vocês vão morrer. Não tem cura;

– se o cachorro estiver em observação, e nesses 10 dias ele morrer... atropelado, por exemplo, terão que ser feito os exames. Vocês terão que trazer o animal aqui;

– se vocês não conseguirem trazer o corpo do animal até aqui, vocês terão que CORTAR A CABEÇA DELE E TRAZER A CABEÇA ATÉ AQUI, QUE A GENTE VAI EXAMINAR O CÉREBRO."

"CORTAR A CABEÇA??????" gritou o Humberto. "PORRA, QUEÍSSO!!!"

E eu "huaaaaaa, caralho, vou morrer", chorando pra caralho... putaquepariu.... foi foda.

O Humberto ficou puto com o cara, "PORRA DOUTOR, O SENHOR NÃO TÁ RESOLVENDO, A GENTE VAI MORRER OU NÃO VAI MORRER, VAI TER VACINA OU NÃO VAI TER?" e foi lá na ouvidoria, esculachou, eu fiquei esperando pra tomar uma anti-tetânica. E a tiazinha que aplicava a vacina contou o caso de uma mulher que trouxe a cabeça do cachorro dela num ônibus de outra cidade até o Instituto pra fazer o exame. Explicou que a raiva demora pra apresentar os sintomas, de 15 dias a 2 anos, e só quando o sintoma aparece é que ferra tudo: antes disso, dá tempo de se vacinar. E também que em São Paulo, tem mais de 23 anos que não aparece um caso de raiva, a doença foi praticamente erradicada. E também que todo o cuidado com a cachorra é que, caso ela estivesse com a doença, nossa área aqui do bairro seria isolada, investigada, todos os cachorro vacinados pra não virar uma epidemia, a coisa é seríssima. Eles ficaram ligando pra gente até 25 dias depois pra perguntar da cachorra... e da gente tbm. Fico imaginando o médico, coitado, tendo que lidar com 2 caras chapados, com um puuuuta bafo de cachaça às 9:40 da manhã... bebedeira essa que só foi passar lá pra de tarde, a gente não conseguiu dormir o tempo todo. A cachorra foi pra veterinária dela, e lá pelas 5 da tarde eu liguei lá:

"Oi doutora, aqui é o Tim, amigo do Humberto, dono da Chaika..."

"Ahh, oi Tim, tudo bem? Diga..."

"Eu queria saber como ela tá... eu fui mordido."

"Ahh sim, olha, a gente vai fazer uma transfusão de sangue, aplicamos os remédios já, ela vai ficar bem."

"Mas não é raiva que ela tem, né..."

"Não, magina! Fica tranquilo, é doença do carrapato. Se o carrapato tivesse picado você, talvez você pudesse ficar doente, mas como ele picou ela, e ela mordeu você, nesse caso é inócua para seres humanos..."

Mas anda sim, reitero: nunca, NUNCA senti tanto medo em minha vida.

É foda lidar com essas paradas bêbado...

Terminado a ligação, eu e o Humberto sentados olhando um pra cara do outro com aquelas putas caras da cansados, ressacados e otários, e o Tiago, que acabara de acordar e não viu nada do que aconteceu, desce as escadas do quarto dele e manda, tranquilo como o pai:

"E aí galera... que aconteceu...? Prontos pra outra?"


*****************

Ilustração: não sei quem fez, mas foi meu bróder Fabiano "China" Sassen quem me mandou. Brigado, China!

7 comentários:

Ty Nascimento disse...

Tim, q louca esta história rapaz!!rsrs..
Rolei de rir com a narrativa! Este caso verídico pode virar uma esquete pro fantastico, heim???

Gatao,to chegando no brasil e vamos reunir os amigos ex matos e G2.. te aviso, depois me manda seu tel por email!!!

bjaoooooooooo

Horácio Salgado disse...

Eu devia ter construído um carro que atropelasse essa daí também.

Sweet Toxicant disse...

Nossa!!! To rindo até agora da história!
Sim, desculpa, só to rindo porque sei que tudo acabou bem.. mas sua forma de escrever é ótima, consigo até imaginar você falando. E nem te conheço! rs

P.S.: Coitadinha da cachorra... passando mal e vocês a largaram lá.. isso não se faz... rs

f.sassen disse...

Chiiiiiiina!!!!
puta Q pariuooooo!!

essa eu já conhecia, mas ler eh bem melhor.

a ilustra é perfeita.

abs china.
Fsassen - masterchina

Patrícia de Sá disse...

Olha, confesso que ainda não li o post completo, mas o farei.
Obrigada pela visita e pelas palavras. Aliás, é muito verdade o que vc disse...

Denise S disse...

Teenaaaaaage! O Montilas me falou do seu blog e desta história. Ele falou tanto que eu não via a hora de ler. Adorei! (embora tenha ficado preocupada no decorrer da leitura, preocupada com a cachorra que ficou lá sozinha agonizando, claro, nem tanto contigo, rá!). Fazia tempo que não lia nada seu, desde a época daqueles contos malucos que vc me mandava na le pepas. Gostei muito, vou ler mais. Beijos.

Patrícia de Sá disse...

Ei Tim... Sobre aquele coments seu no meu blog , relaxa cara. Nada que umas garrafas de cerveja não ajude a pensar que essas crises são, assim como vc disse, bestas demais!

As coisas vão melhorar. Acredite. You can!