terça-feira, 22 de julho de 2008

15. VIXI... - CHEVETTÃO RULEZ!!!


Certa feita eu tava subindo a rua de casa com o Chevettão verde do meu irmão e dei de cara com uma mina da vila que eu era louco pra comer. Já tinha rolado uma parada quase lá, conto em outra ocasião, mas ficou no vácuo, de modo que eu tava com o maior tesão acumulado, e quando eu a vi vindo em minha direção com uma calça branca daquelas que ficam gostosas até no varal, como diria Freitinhas, pensei " é hoje, vô atropelá!". Parei o Chevettão do lado e "Hey, Fulana, e aí, quanto tempo, blábláblá, tá bonita, nhénhénhén, vai fazer o que agora, blábláblá, chopinho num bar no centro, vamaí, só conversar, blábláblá", colou. Toca pro centro "tomar um chopinho". Como eu estava monetariamente desprovido na ocasião, parei num Bradescão pra sacar umas merrecas, banco esse que ficava providencialmente bem localizado numa descida, já que o Chevettão ora pegava na hora, ora não. Parei, entrei, saquei, saí, entrei no carro e nem quis arriscar: soltei na banguela, engatei a segundinha e o bicho deu um tranco daqueles imperceptíveis para ouvidos leigos, sendo somente compreendido por um ouvido bem treinado em barulho de motor e pá!, toca pro tal boteco no centro de Guarulhos City, cidade do caralho. Chegando lá, chopp vai, chopp vem, segue o diálogo:

– Poxa Fulana, legal te ver de novo, você tá linda, o chopp tá bom, vamos pegar um motelzinho?

– Ahh, vamos.

Firmeza! Entramos no Chevettão, ele deu aquela reateada "nhénhénhénhénhém", subiu aquele cheirão de gazolina empesteando o cockpit e Vruuummmm, em 15 minutos ou menos já estávamos adentrando o Del'Rio, O MOTEL MAIS FULEIRO QUE EU JÁ FUI NA VIDA, juro, daqueles que o rádio é Audiovox de fita cassete de carro ligado por uma gambiarra de fio aparente sumindo por trás da cama, medo da porra de tomar uma desfibrilada no ato do coito. Liga só a recepção: parei o carro na guarita e:
– Boa noite, uma suíte, por favor?
– 20 real o pernoite (assim no singular mesmo).
– E o que a suíte contempla?
– Garagem.
Boua! Vai essa mesmo que o bagúio tá estorando a tanga. Pedi duas Brahma, assim no singular mesmo, e toca o rala e rola. Quando a gente tava finalizando o rala, prestes a entrar efetivamente no rola, peguei o pacote de "Leve 8 pague 6" Olla e a digníssima me dispara essa, um dos diálogos mais malucos que eu já tive na vida. Diálogo não, quase-monólogo, porque eu só conseguia balbuciar pontos de exclamação e interrogação:
– Eu não quero transar com camisinha.
– ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
– A gente pode transar sem camisinha?
– ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
– É que eu tenho medo...
– ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
– É, medo... tenho medo de engravidar...
– ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?
– É, vai que estoura... eu tô mais acostumada que gozem fora...

Depois de pensar 2 minutos sobre esas última frase (detalhe: se um ariano pensa por 3 minutos ou ele vira Prêmio Nobel de alguma coisa ou ele faz uma burrice muito grande), bom, depois de matutar sobre isso, expliquei direitinho sobre o fabuloso mundo da camisinha e da proteção contra doença venérea e que se colocar direitinho a porra não estoura não e tudo o mais, o que era pra ser felação virou falação, e da falação para o "melhor a gente ir" foi um pulo. Nos recompusemos e fomos pro Chevettão. Ao chegar-mos lá, abri a porta pra ela, como manda a minha boa educação européia, entrei, sentei, girei a chave na ignição e naaaada! Nem um "nhénhénhém", nem um "TRUNK", nem uma luzinha acesa no painél, nada, zero. Girei de novo e o carro no maior silêncio. Olhei bem pra cara dela e mandei:
– Fulana, você sabe dar tranco?
– Não, eu não sei dirigir...
– Hmmmm...

Teve que empurrar o Chevs no motel, tadinha. Mas foda-se, quem mandou ser lôca? O pior é que o espaço para o carro pegar embalo era curto, e ela teve que empurrar vááááááááárias vezes, de frente e de ré pro motor dar uma esquentadinha, e nem pra um sujeito sair do quarto pra dar uma força. Lógico, só o professor de sexologia aqui que ficou na teoria, mas foi uma boa vingança por conta do papo aranha da camisinha, os cafagestes e as feministas que me desculpem.

Passado uns três meses dessa malfadada missão, tô eu indo na casa de um amigo, e acabo por encontrar com ele pelo caminho:
– LUIZÃO!!!
– IVAN!!! (o nome foi trocado pra preservar a pessoa, rárárá!) E aí, tava indo na sua casa! Cuméquié!
– Mano, cê não sabe quem tava em casa agora a pouco!
– Quem?
– A Fulana!
– Ahh vá! É memo?? E aí?
– Mano, cê num sabe: tava lôco pra cumê ela, gostosa pa poooorra mano, trombei com ela pelo caminho, conversa vai, conversa vem, levei ela pra casa. Quando fui pra cima forte, ela "não quero transar com camisinha não!" MANO, mina lôca da porra!!!!! Disse que tinha medo de engravidar!!! Falei pra ela "que porra é essa de engravidar com camisinha???" Ela disse que tinha medo de estorá... Luiz, comi não Luiz.

Passado um ano e meio maomeno dessas malfadadas missões, encontro Fulana na rua, felizona empurrando um carrinho com um bebê gorducho fofucho e pequerrucho dentro, ao lado do marido não tão felizão assim.

3 comentários:

Pat disse...

tô confusa :/

Pat disse...

tô confusa :/

Sweet Toxicant disse...

Cara, eu adorei o teu blog!
Já contei como caí por acaso.. agora vou acompanhar, muito boas as tuas histórias!! hehehe

Aliás, essa Fulana... bem-feito pra ela! Retardada... rsrsrs